9 de dez de 2011

Conversas de buteco

Em uma dessas conversas de buteco, me peguei falando coisas que realmente acontecem comigo e eu ainda não tinha dado conta.
Estranho não é? Mas foi depois de uns bons "papo vai, papo vem" que consegui perceber muita coisa a meu respeito que não sabia.
Amigos, aqueles que já chamei de melhor, que já chamei de irmão, que já me meti em confusão por ele e que disse estar comigo até o fim... esses mesmos amigos faz anos que não vejo e nem tenho notícia.
Fui atrás, procurei reatar os laços que nos ligavam... mas infelizmente, amizade não se constrói só.
Alguns posso dizer, dou a cara a bater até hoje e se precisarem de mim a qualquer momento, estarei disponível.
Quebrei a cara com muitos, creio que ainda vou quebrar com tantos outros... mas faz parte. Só assim damos valor aos que ficaram e estão ao nosso lado para o que der e vier.
É fácil escrever isso, duro é admitir que muitos que prometem ser amigos leais e companheiros serão os primeiros a te virarem as costas quando você precisar.

Outra coisa que percebi, é que sou muito medrosa.
Tenho medo de falhar, medo de meus planos não darem certo, medo de ser criticada.
Medo de ouvir um: eu te avisei. Medo de ouvir um: agora, se vira sozinha. Medo de ouvir um: desisti de você.
É, muitos dizem que sou corajosa mas porque não me conhecem direito.
Eu assumo, DISSO ao menos não tenho medo... de assumir que sou sim medrosa.
Tenho medo do que o amanhã me reserva, peço a Deus todos os dias para estar ao meu lado em cada ocasião.
Tenho medo dEle desistir de mim... peço perdão todos os dias, ás vezes pelos mesmos pecados que cometo no dia seguinte. Será mesmo que Ele é misericordioso a esse ponto? Creio na Sua palavra e se lá diz isso, acredito.
Mas ainda assim, descobri que o meu medo é um só: o de falhar.
E é isso o porque de achar que tenho medo de tudo, porque nada nessa vida garante nossa vitória... por isso tenho tanto medo.



E mais uma coisa que percebi nessas conversas de buteco: a felicidade de quem amamos, é com certeza boa parte da felicidade que temos.
É tão bom, mas tãooooooooooooooooooooo bom ver quem a gente gosta estar feliz, com um baita sorriso no rosto e cheio de motivos para continuar assim, não é mesmo? Hoje percebi isso, quando vi minha irmã toda pomposa por descobrir o sexo do seu bebê. Vi o olhar dela e a boca, ambos sorriam lindamente e senti vontade de estar sorrindo com ela sempre. Meus amigos vêm me contando coisas boas, uns ingressaram na universidade, outros têm certeza que encontraram a cara metade, uns vão casar, outros vão viajar, outros não sabem de nada ainda mas são felizes... é muito bom ver isso tudo, acompanhar os momentos ruins e ver a volta por cima de todos eles.

Enfim... é bom escrever o que sinto.
É bom esclarecer o que passa na minha cabeça, é coisa demais para eu conseguir lidar sem expor.
E já que as palavras não saem da minha boca assim tão fácil, que saiam dos meus dedos para o teclado.

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