12 de jul de 2010

faço minha parte


Tudo o que escrevemos é direcionado a um tipo de público, correto?
Não, não está certo. Eu não escrevo destinado a ninguém.
Meu público sou eu, é o meu eu mais íntimo.
E meus textos são as partes mais exteriores de mim, aquelas que se conseguem expor.
Muito pouco. Esses textos não são nada ou muito pouco.
Tem seus dias e momentos para serem lançados numa folha de papel, numa página de web para serem lidos e interpretados por outros, que não fazem idéia da confusão que existe dentro dessas frases, nas entrelinhas do meu eu.
Os que leem, conseguem ao menos imaginar. Nisso, já me sinto mais feliz.
Escrevo átoa? Não mesmo. Faço minha parte.
Estou fazendo com que pessoas usem sua imaginação, lendo e criando sua própria interpretação.
Estou ajudando a criar pessoas, pessoas pensantes.

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